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Entre tapas e bolachas

Saiu hoje n’A Gazeta uma reportagem sobre cantinas de escolas e suas refeicoes. Nem li nem lerei, mas passei o olho rápido e vi nas dicas do que é saudável comer e lá estava, entre frutas e paes, a bolacha sem recheio. N’A Gazeta, em Vitória, no ES.

Sinceramente, nem sei o que seria uma bolacha. É realmente um sinônimo de biscoito? Biscoito de polvilho é a mesma coisa que bolacha de polvilho? Existe bolacha champagne pra fazer pavê? Bolacha água e sal?

Enfim, o capixaba que já comeu bolacha que atire o primeiro biscoito. Coitadas das criancas tentando ter uma vida mais saudável e quebrando a cabeca, ou se levarem ao pé da letra, quebrando a cara mesmo, tentando descobrir como engolir uma bolacha no lanche.

Alguém me esclareça por favor o que leva o jornalista capixaba a escrever de tal forma? Soando paulista soa mais formal? É mais fácil comermos tapas espanholas do que bolachas paulistas ou seja de onde for, porque aqui em Vitória uma bolacha nao passa de um tapa.

Crianças paulistas no recreio, tento uma saudável refeição recheada de bolachas sem recheio

Crianças paulistas no recreio, tendo uma saudável refeição recheada de bolachas sem recheio

Holy crap

Todos já sabem que de acordo com as previsoes, nós estamos no futuro já tem uns 3 ou 4 anos. Menos eu.

Nao raramente me vejo confuso em relacao ao século que estamos. Dois acontecimentos recentes me levaram a escrever sobre isso.

O primeiro ocorreu alguns meses atrás, quando num jogo Vasco x Ipatinga, no Maior do Mundo, o Gigante da Colina bateu o recorde do século de público em seus jogos. Duvidei na hora, pois nao foram poucos os clássicos dos milhoes, em épocas em que nao existia essa coisa de capacidade máxima em estádios, quanto mais no Maracana. Eu mesmo já estive em dois ou tres jogos com mais uns 100.000 presentes, muito além dos quase 75.000 contra o time mineiro. Fazendo uma história curta menor ainda, demorei alguns minutos e umas três bizoiadas na lista dos maiores públicos do século, nao surpreendentemente todos de 2001 pra cá, pra perceber que o maior público do século é na verdade o maior público da década.

A outra foi uma notícia recente no site d’A Gazeta, onde funcionários que trabalhavam numa obra pela prefeitura acharam no centro da cidade um tanque enterrado com gasolina do século passado. Aquilo realmente me surpreendeu, Posto de gasolina em 1890? Será que era pro porto? Fiquei nessa até ler o comentário de alguém mais sagaz do que eu perguntando de quando seria essa gasolina Século passado quando? 1999? Só aí percebi que estamos no século 21.

Mas convenhamos, pra que anunciar o “maior do século” ou “século passado” se esse século nao é ainda nem uma década?



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